Desde o campeão de golfe Tiger Woods até aos actores do Gato Fedorento, participar em anúncios tornou-se uma maneira paradoxal de afirmação pública ou, como se diz na gíria, gerir a imagem. Podemos até encontrar figuras que não provêm do mundo específico do entertainment a assumir curiosos papéis promocionais. Exemplo recente é a fascinante campanha das malas Louis Vuitton, feita a partir de três fotografias assinadas por Annie Leibovitz. Duas delas têm, por assim dizer, protagonistas “naturais”: Catherine Deneuve e o par Steffi Graf/Andre Agassi; a terceira imagem propõe nada mais nada menos que Mikhail Gorbatchev, sereno e pensativo, sentado no banco de trás de um carro, uma mala a seu lado e as ruínas do Muro de Berlim em fundo. Não poderia haver mais poderosa fusão entre a intensidade das memórias históricas e a precisão da mensagem publicitária.
Por estes dias, através da globalidade dos meios de comunicação, fomos confrontados com as súbitas convulsões em torno de duas personalidades do mundo do futebol: José Mourinho e Luiz Felipe Scolari. A inesperada saída do Chelsea, do primeiro, e o gesto de agressão do segundo contra um adversário (no final do Portugal-Sérvia) desencadearam infinitas especulações que vão das simples ocorrências factuais até à elaboração de cenários para o futuro. Falou-se menos das implicações de tudo isso nos respectivos papéis em campanhas publicitárias (que ambos já desempenharam). Em todo o caso, podemos supor que, em alguns gabinetes de marketing e também nas administrações de algumas empresas, haverá quem já tenha perguntado: qual o valor futuro das imagens de Mourinho e Scolari?
FONTE: João Lopes in DN | ACONSELHA-SE A LEITURA COMPLETA DO ARTIGO
Com este artigo de opinião de João Lopes reaviva-se a questão do valor publicitário das figuras públicas que já tínhamos debatido no post SCOLARI – E AGORA A PUBLICIDADE?. No entanto este crítico levanta um novo ponto de vista no qual talvez seja interessante reflectirmos:
Ou seja: a publicidade não procura necessariamente figuras imaculadas que possam impor-se como modelo de “virtudes”.
Será que não procura? Não será objectivo de uma marca ter o símbolo perfeito? Os milhões gastos nesta representação não exigirão algum tipo de responsabilidade aos seus intervenientes?






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