Jornal de Notícias
- Hospitais públicos vão poder roubar doentes a privados. Os hospitais públicos vão passar a poder concorrer às convenções para fornecer exames e análises ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), em pé de igualdade com os prestadores privados. E os privados vão ser seriamente vigiados se houver sinais de discriminação de doentes enviados pelos centros de saúde, perdem imediatamente a convenção.
- Sócrates tentou travar saída de Alípio Ribeiro. O primeiro-ministro tentou travar a demissão do director da PJ. De acordo com informações recolhidas pelo JN, José Sócrates recebeu, ontem, a carta em que Alípio Ribeiro explica os motivos por que abandona o cargo. Sócrates terá de seguida pedido a Alípio Ribeiro para se manter no posto, mas este mostrou-se insensível aos argumentos do primeiro-ministro.
- Demissão de Menezes “não pode ser em vão”. Onde Ferreira Leite tinha os históricos, Santana Lopes mostrou jovens. E se Ferreira Leite apelou à respeitabilidade do partido, Santana disparou, em jeito de desafio “Que olhe à sua volta para ver o que têm andado a fazer” os que a apoiam.
Diário de Notícias
- Dois terços dos processos por corrupção arquivados. Sistema depende da denúncia por escrito e anónima. A repressão dos crimes de corrupção tem baixa eficácia, dada a elevada taxa de processos arquivados, dois em cada três, ou seja, 64,6%. O combate a este fenómeno depende das denúncias por escrito, geralmente anónimas.
- Junta birmanesa limpou primeiro ruas de generais. Número de vítimas do ciclone ‘Nargis’ era ontem de 22 500. Os poucos militares que foram avistados durante os últimos dias em Rangum, a antiga capital da ex-Birmânia, hoje Myanmar, concentraram todas as suas energias em limpar primeiro os bairros dos seus generais.
- Governo chama homem da casa para acalmar PJ. “O meu prazo chegou ao fim”, justificou Alípio. Para acalmar os ânimos internos na PJ, exaltados por falta de meios, perdas de operacionalidade e correspondentes perda de prestígio, o Governo decidiu substituir o magistrado do Ministério Público Alípio Ribeiro na chefia da corporação por um homem da casa, Almeida Rodrigues, até agora responsável pela directoria de Coimbra.
Público
- PJ vai ter o terceiro director desde 2006. Nos últimos dez anos a Polícia Judiciária conheceu cinco directores, dos quais só um cumpriu o mandato até ao fim. Desde 2006 já houve três ocupantes à cabeça daquela polícia. Ontem, o ministro Alberto Costa nomeou director da PJ José Almeida Rodrigues, em substituição de Alípio Ribeiro.
- Funcionários do fisco já são alvo de pedidos de indemnização. Nova lei da responsabilidade do Estado começa a produzir efeitos.






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