
Antes de a Google lançar o seu serviço de webmail, o Gmail a 1 de Abril de 2004 os limites das contas de webmail gratuitas eram de 2 Mb, a hotmail oferecia 4Mb e a Yahoo 6Mb. Depois dos valores que o Google oferecia (1 Gb actualmente ultrapassa os 2Gb) os principais webmails gratuitos aumentaram também as suas contas. Hoje em dia um utilizador normal não tem que se preocupar com o ter a caixa de correio cheia nem em não receber um e-mail com um anexo por falta de espaço.
Com o aumento da capacidade das contas de webmail aumentou também a capacidade de anexo. Os valores variam entre os 6Mb e os 10Mb de anexos por mail. O Gmail recentemente aumentou a sua capacidade de anexação de ficheiros até aos 20Mb. Mais que suficiente para a maioria dos utilizadores.
Para quem trabalha na área da comunicação estes valores embora elevados, especialmente comparando com há 4 anos atrás, são por vezes insuficientes. Quando é preciso enviar um ficheiro de video DV AVI um minuto de passa dos 200Mb, um relatório em PPT com várias imagens, uma pasta zipada com um conjunto de fotos de alta definição, etc…
Qual é então a solução para enviar estes ficheiros?
Tradicionalmente seria necessário ter uma conta FTP com um cliente de FTP, colocar os ficheiros no servidor e dar acesso a quem os precisávamos de enviar para fazer o download do ficheiro. No entanto hoje em dia a web oferece soluções gratuitas e igualmente fiáveis.
São muitos os serviços e até mesmo as formas vou deixar aqui em destaque duas soluções que são as mais fiáveis, simples e seguras.
YOU SEND IT
Que é como quem diz, tu envias isto, e isto, o nosso ficheiro pode neste caso ter 100Mb no plano gratuito e 2Gb no plano pago.
A grande vantagem deste serviço para a maioria das outras soluções é que ele faz a distribuição do ficheiro, isto é, permite-nos inserir o(s) e-mail(s) da(s) pessoa(a) para quem queremos enviar o ficheiro, o assunto e uma mensagem. O próprio serviço faz o envio depois de findo o upload. Envia um e-mail de aviso para o nosso e-mail bem como um e-mail cada vez que é feito um download do ficheiro. O ficheiro fica disponível para download durante 7 dias.
MEDIAFIRE
O MediaFire não se trata especificamente de um serviço de envio de ficheiros pesados, é na sua essência mais um serviço de hosting (alojamento) gratuito de ficheiros. Tal como o yousendit o limite por upload são 100Mb, podendo usar o serviço gratuitamente estando registados ou não. Depois de feito o upload o sistema oferece várias opções; envio por mail (onde permite inserir vários endereços enviando o ficheiro para download aos destinatários), link (oferece o código HTML para colocar o link num site para fazer o download do ficheiro), partilha por IM(IM = Mensageiro Instantaneo). Neste caso o ficheiro ficará sempre nos servidores estando sempre disponível para donwload não havendo limite máximo para a nossa conta.
Há vários outros serviços gratuitos que permitem colocar um ficheiro na web para enviar para alguém recomendo estes dois mas deixo uma listagem de outros serviços que poderão ser uteis na tarefa de enviar ficheiros demasiado grandes para serem enviados por e-mail.
- MEGAUPLOAD - Limite 500Mb por upload
- ADRIVE – Limite 2Gb por upload (requer registo)
- USA UPLOAD – Limite 150Mb por upload
- FILE UPLOAD – Limite 300Mb por upload (requer registo)
- eSNIPS – Limite 100Mb por upload (requer registo)
- MEGA FILE UPLOAD – Limite 200Mb por upload
- RAPIDSHARE -Limite 300Mb por upload
- 4SHARED – Limite 100Mb por upload (requer registo)






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MANTÉM-TE ACTUALIZADO - LISTAGEM DE FEED'S
http://www.softpedia.com/get/Compression-tools/UHARC-GUI-by-Brhack.shtml
Esta pode ser uma resposta à necessidade de se enviar ficheiros muito grandes por e-mail. O UHARC tem uma capacidade de compactação enorme. Com este programa pode-se continuar a enviar directamente os ficheiros desejados, sem ajuda de intermediários. Basta que o destinatário do e-mail também tenha este programa.
Experimentem!
No entanto, também costumo utilizar alguns dos serviços acima mencionados como Rapidshare, Megaupload ou File upload, que são muito bons.
E quanto ao facto de este também servir de alojamento de ficheiros mp3, que é usado em pirataria?
@ Bruno Abreu:
A cisão do átomo também foi uma coisa boa no entanto serviu para destruir por completo duas cidades e ainda hoje fazer vitimas. Como em tudo as ferramentas em si não são boas nem más, isso depende do uso que se faz delas.
Quanto ao facto de muitos destes serviços que apresento também possibilitarem disponibilizar ficheiros com direitos de autor sejam eles musicas ou vídeos (filmes, series, etc) é uma realidade que nos pode levar para outro plano de debate.
Na área da musica, uma vez que foi a que referiste, quem perde com as musicas gratuitas on-line não são os musicos mas sim as editoras. Se reparares a tendencia é cada vez mais grupos e novos talentos disponibilizarem as suas musicas de forma gratuita on-line. Isto porque os lucros das vendas de CD são em quase 90% (alguns casos ainda mais, outros com certeza menos) para as editoras, ficando os músicos com uma percentagem reduzida. Sendo assim para os músicos a sua principal fonte de rendimento são os concertos. Ora, quanto mais fácil de te é aceder a uma musica, quanto mais a ouves, mais gostas da musica e do artista, mais probabilidades de ires a um concerto. Esta é a logica que se começa a implantar no meio musical daí as editoras estarem a despedir funcionários, caso da EMI.
Quanto a estes serviços há ainda a possibilidade de colocares musicas on-line sem estares a ferir os direitos de autor. Quando compras um CD estás a comprar os direitos de usares aquela musica para teu consumo pessoal podendo fazer o numero de cópias que desejares, desde que seja para teu uso pessoal. Mais a pirataria implica ganhos com material cujos direitos de autor não sejam nossos o que não é o caso pois os serviços são de acesso gratuito e distribuição gratuita.
Nota: Não estou a defender a pirataria.
Estes serviços potenciam a troca de ficheiros, mas isso depende apenas do uso que se lhes der.
A questão não tem a ver se quem ganha são as editoras ou as bandas (sim, eu sei que são as editoras que mais lucram com a musica).
Apenas pus a questão pela pirataria ser ilegal e este ser um meio de a potenciar. Admito que sou o primeiro a usar este serviço para “sacar” mp3, quer compre ou não o álbum.
Foi só um pequeno aparte que penso que também faz sentido na discussão, nada de muito sério
(e sim, eu sei que há coisas más e boas em tudo o que se faz)