Numa entrevista ao Director do Diário de Notícias, João Marcelino, que exerce esta função há apenas seis meses, ficamos a conhecer um pouco mais acerca do jornal e da visão que este tem do futuro do jornalismo.
Uma das mais valias apontadas pelo Director do DN no que diz respeito à capacidade de trabalho de um recém-licenciado é o facto de este ser uma pessoa jovem, com mais sensibilidade e com maior predisposição para os meios multimédia.
Para João Marcelino, o dinamismo, a capacidade de trabalho e, no caso de um jornalista experiente, as fontes de informação constituem a tónica essencial para um possível contrato de trabalho.
As expectativas do Director do DN em relação ao futuro do jornalismo em Portugal são “as mesmas que o jornalismo em qualquer parte do mundo”, uma vez que todo ele tem se de confrontar com a presença cada vez maior dos meios multimédias. As marcas têm de se pautar essencialmente pela inovação, optimismo e necessidade de informação.






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Mais uma vez volta a estar presente a questao do trabalho em multimeios o que parece ser como que uma caracteristica obrigatoria para um contrato jornalistico assim como a dinamica, a inovaçao e o espirito de trabalho. Contudo o que nos aparece de novo é a forma como encara a entrada de um recem licenciado como que uma “lufada de ar fresco”. Uma coisa ao qual nao estamos habituados a ouvir e que sem duvida nos encoraja a trabalhar mais e melhor.
No início quando o professor João Simão nos transmitiu que tínhamos de fazer este trabalho, ir à sede de um órgão de comunicação social a nível nacional, entrevistar o director, visitar a sala redacção e contactar com os arquivos, não me agradou. Só o facto de me ter de deslocar a Lisboa desagradou de imediato, não consegui perceber o objectivo da realização deste trabalho. Agora, depois da visita feita, compreendo que este foi sem dúvida um dos trabalhos mais importantes que fiz durante a minha licenciatura, isto porque vi a realidade que se vive numa redacção, o tamanho da sala onde são elaboradas as notícias de um jornal como o DN, estar em contacto com os profissionais da área onde futuramente pretendo trabalhar. Enfatizo o facto deste trabalho ter sido importante para a minha formação académica, assim como para a minha formação pessoal.
Texto da carta que hoje mesmo vou enviar ao Director do DN
Exmo.Senhor
João Marcelino
Director do Diário de Notícias
Antes de mais, aproveito para o felicitar pela orientação que está sendo dada ao seu jornal. Aprecio o rigor da sua informação, aliás abundante, o seu grafismo e a forma como distribuem os diversos temas – Costuma dizer-se que a tradição, tem o seu peso – E, neste caso, um saudável peso, no mais antigo e secular dos jornais de Lisboa e de Portugal, velhinho na idade, mas ainda vigoroso, sempre actual, e na plenitude da sua existência.
Houve um tempo em que os meus hábitos de leitura dos jornais, variavam entre o DN e outro diário, que pretende equiparar-se, fazer-lhe concorrência (aspecto sempre saudável), porém, agora a minha opção está tomada e é definitiva: O DN é o meu jornal preferido – Não recuso outros jornais, quando entendo que os deva comprar, mas já não dispenso o DN. Enquanto outros, só ainda este ano, entram na idade adulta, o DN, já atingiu a maturidade, há muito tempo. A fidelidade aos seus princípios, consagrados na sua linha editorial, a experiência, presente e herdada do passado, onde desfilam páginas e páginas da vida, dos costumes, dos bons e maus momentos da história do nosso pais, além de lhe assegurarem o prestígio e a confiança a quem o lê, e a sua indispensável consulta, é um arquivo, um repositório de acontecimentos e de factos que dificilmente livro algum poderá oferecer ou recordar.
Congratulo-me, por essas razões, e dou-lhe os meus sinceros parabéns.
António Manuel R
Pseudónimo de um cidadão, reformado, residente em Lisboa, 63 anos de idade, natural do distrito da Guarda, muito atento à vida social, cultural e política do seu país