NO-L-ITA
30 Setembro - 2007 por Daniela Santos
Publicado em PUB SEMANA, PUBLICIDADE | 19 Comentários
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A anorexia é sem duvida um problema grave que afecta muitas jovens. Nesta campanha a imagem sensual e erótica da mulher nua ganha contornos de repulsa pelo “esqueleto humano” que é a modelo anoréctica.
Chocante, polémica e condenável no entanto cumpre o seu objectivo na perfeição.
PÚBLICO – Anorexia
O tema abordado pelo publico.
É sem dúvida chocante, no entanto, trata se de um problema cada vez maior e com proporçoes gigantescas, a anorexia é tal como a bulimia uma doença cada vez mais falada devido ao elevado número de casos que têm aparecido. É uma doença do foro psicológico que acaba por se repercutir a nível físico que ataca sobretudo as jovens. Esta publicidade mostra exactamente o mal que faz esta doença, transforma jovens bonitas e de corpos esbeltos em meninas de aspecto feio e medonho. É de esperar que esta publicidade chegue a todas, é mau à vista mas que consiga obter o efeito desejado e ajude a diminuir se nao a acabar mesmo com estas doenças tão graves.
Quando recomendações, avisos, campanhas de sensibilização e publicação de estudos não são suficientes para chegar até à consciência das pessoas, é necessário recorrer ao choque. Esta publicidade é exemplo disso.
O corpo ou o peso “ideais” são o sonho de milhões de jovens das sociedades ocidentais. Dietas loucas e alimentação insuficiente fazem parte da rotina de muitos deles. Os mais obsessivos vêem matéria gorda em todas as partes do seu corpo, mesmo quando ela não existe. Limitam cada vez mais o tipo de alimentos ingeridos e o número de refeições diárias. A subnutrição torna-se um resultado inevitável.
Tudo isto porque nos meios de comunicação social e, essencialmente, na moda se cultiva o ideal do corpo magro, esguio e sem o chamado pneu. A TV, por exemplo, é parte do processo de socialização e de integração do indivíduo na sociedade, criando também expectativas e sonhos. É a mais forte e fácil forma de influenciar os consumidores, principalmente os mais jovens. Através dela passa, constantemente, esse mesmo culto da magreza.
Para combater o fenómeno social da anorexia nervosa é, pois, importante mudar as mentalidades. Para tal, é necessário efectuar o processo inverso, ou seja, usar os meios de comunicação de massas para reverter os valores sociais e, fundamentalmente, estéticos. Algo que passa também, obviamente, pelo mundo da moda. Estilistas e manequins têm de ser os primeiros a transmitir a mensagem. Afinal, é neles que tudo começa…
Publicidades deste género, chocantes, apelativas, claras e objectivas, podem transmitir a mensagem mas, para serem totalmente eficazes, carecem do apoio dos líderes de opinião e dos mass media. Estes, pelo seu poder persuasivo e de influência, devem sustentar campanhas deste género, fazendo delas um sucesso.
O conceito de beleza, consagrado pela sociedade como ideal, transforma as mentes dos jovens de hoje, em dependentes de dietas estúpidas e perigosas e conduz, frequentemente, esses seres ao abismo e á morte.
Estas campanhas publicitárias, devem servir de alerta, não só aos jovens, mas a toda a sociedade e especialmente ao mundo da moda, no sentido de encontrar formas de inverter esta tendência louca, perversa e extremamente perigosa.
Sou pois a favor, ao aparecimento deste tipo de campanhas.
A anorexia, tema no qual se tem abordado em todos os media, mas mesmo assim atinge enumeras jovens.
A necessidade em que o ser humano tenta atingir a perfeição leva-o a perder o controlo das situações e encaminha-o a este ponto.
Penso que esta publicidade, pela imagem que tem irá chocar muitos.
Existe a necessidade de alertar para os perigosos da anorexia.
Esta imagem desta rapariga esqueleto choca-me mesmo imenso mas ao mesmo tempo acho que a publicidade está muito bem conseguida pois acho que só assim é que as raparigas como o ideal de beleza “quanto mais magra melhor” acordam realmente para o problema da anorexia, um problema cada vez mais preocupante.
A magreza exagerada não é uma imagem bonita de se ver!!
Aqui está bem demonstrado como a anorexia tem os piores efeitos existentes na terra. Na minha opinião, uma imagem horrível e deplorável que até dá impressão a olhar.
A moda é um exemplo de como a anorexia atingiu um patamar elevado. Esta doença tem cada vez mais afectado os jovens que se identificam com estes modelos e com estes comportamentos doentios.
Estas campanhas publicitárias vêm deste modo alertar estes jovens e, também, a sociedade das consequências desta doença.
Eu acho que as pessoas, hoje em dia, deviam ser sempre alertadas para os problemas que a anorexia traz à saúde.
Esta imagem, um tanto chocante, tem um toque realista que impressiona qualquer um, mostrando que esta doença é um mal para o mundo.
Na minha opinião, essa imagem feminina idealizada o tempo todo pelos media, reforçando a ideia de magreza e juventude é uma violação dos direitos humanos, pois trata-se de uma forma de violência psicológica, gera angústia, insegurança, sensação de inadequação e discriminação na maioria das mulheres, prejudicando a sua vida social. Além disso, prejudica o pleno desenvolvimento infantil ao exigir maior atenção das meninas à estética que a outras formas de realização pessoal. É, por isso, que apoio toda intervenção que procure valorizar a diversidade de corpos femininos e desincentivar comportamentos pouco saudáveis, como o excesso de esforço para ser magra demais e a necessidade de adoptar um padrão de beleza único e irreal para ser feliz.
Sei que a moda é importante para a economia, fundamental para a identidade visual e fortalecimento de grupos sociais, mas daí a defender que modelos tão magros sejam “cabides” de roupas é um absurdo completo.
A vida de modelo apresenta-se para muitas adolescentes como o cúmulo da felicidade: beleza, fama, êxito e dinheiro. O problema reside no facto de estes cânones vigentes na actualidade serem bastante inacessíveis. A magreza extrema constitui a causa principal de uma enfermidade que ganha cada vez mais importância na adolescência: a anorexia, uma perturbação psíquica que leva a uma distorção, a uma falsa percepção de si mesmo. Na verdade, neste tipo de patologia é mais fácil surgirem várias perturbações (psicológicas ou mesmo alimentares) numa sociedade na qual as aparências triunfam. A adolescente que, por natureza, costuma ser facilmente manipulável e bastante insegura, é fácil que acredite neste tipo de propaganda e inicie uma corrida desenfreada para conseguir o que a publicidade vende, que ao fim ao cabo é a felicidade.
Também acho que modelos que estão doentes não devem ser exemplo de beleza e glamour para outras meninas. Estes modelos são vítimas desse padrão mórbido de beleza. Assim como as meninas que querem emagrecer a todo custo não fazem isso por algum desvio de carácter, mas por uma enorme pressão da sociedade. Mas o que não podemos aceitar é que esse padrão seja imposto como ideal para infernizar a vida de milhões de meninas, pelo mundo fora, que nunca vão ser magras de algum jeito, se não for através de métodos que vão acabar com a sua saúde, podendo ser até fatais.
Hoje em dia, são muitas as pessoas (especialmente as mulheres) que vivem obcecadas com o emagrecimento. Os padrões de beleza estabelecidos, quer pelos média, quer pelos agentes envolvidos no mundo da moda, apresentam quase sempre corpos excessivamente magros, levando o público-alvo a orientar os seus comportamentos em função desses ideais. Uns comem uma vez por dia, outros comem e vomitam de seguida, e ainda há aqueles que simplesmente não comem, daí que doenças como a anorexia, a bulimia ou quaisquer outros distúrbios alimentares sejam já um pesadelo das sociedades contemporâneas.
Estas campanhas publicitárias, cujo objectivo passa por chocar e assustar os cidadãos, podem, assim, revelar-se extremamente eficazes na luta contra estes problemas, ainda que o acompanhamento psicológico de profissionais especializados nunca deva ser rejeitado.
É sem duvida um dos maiores problemas dos nossos dias e que afecta sobretudo os mais jovens.
Apesar de toda a polémica envolvente neste cartaz é mais uma forma de mostrar ao mundo o grande problema actual que é anorexia.
Toscani é ele ja conhecido pelas suas fotografias agressivas,eroticas, sensuais,etc, capaz de chocar qualquer um e isso ve-se muito na publicadade da Benetton,uma marca de roupa conhecida.Toscani utiliza estes meios para mostrar ao mundo os problemas actuais que nos rodeiam e que a qualquer altura qulquer um de nos pode cair neles.
Muito sinceramente acho que é um grande fotografo e consegue sempre atingir o seu público que é esse o seu objectivo.
Como é que há pessoas gordas que se dizem feias?? Isto sim é horrivel e é a chegada ao limite de qualquer pessoa.
Mais uma grande campanha publicitária de Toscani, depois dos célebres trabalhos de apoio a causas sociais elaborados para a marca “Benetton”.
A imagem desconcertante desta mulher personifica um dos flagelos das sociedades actuais, a anorexia. Nos dias que correm, as mulheres procuram incessantemente a magreza, (associada à beleza, à esbelteza), e a elegância, sendo que, para isso, promovem verdadeiros “massacres” pessoais. O desejo, ou melhor, a obsessão em emagrecer faz com que estas mulheres desenvolvam todos os esforços no sentido de atingirem o corpo perfeito.
Penso que estas campanhas podem contribuir para alertar e sensibilizar o público relativamente aos perigos resultantes da adopção de hábitos alimentares desregrados e irresponsáveis. Ao reproduzirem-se as terríveis consequências da doença, as pessoas tomarão consciência do que lhes poderá acontecer caso não adiram à mensagem transmitida e perceberão que determinados comportamentos lhes poderão destruir a vida. A estratégia publicitária baseou-se, portanto, no recurso ao medo. Para além de expressivas, estas campanhas parecem-me muito persuasivas, pelo efeito de susto produzido.
Quanto a esta campanha, devo sinceramente dizer que não me chocou, como o parece ter feito nas outras pessoas. Não defendo a anorexia – nem por sombras. Trata-se de uma doença que começa muito antes do momento em que escapa do controlo da sua vítima mais directa (a anorética), e geralmente, é já em fase bastante avançada da doença, que os familiares e amigos se apercebem do problema. A anorexia, e este é talvez o seu maior problema, não tem apenas a ver com problemas estéticos ou de ideais de beleza, até porque estas não são as razões, mas sim a derivação do problema principal que é a falta de auto estima, a falta de encorajamento parental desde muito cedo (e que enfluencia enormemente a contrução do carácter no sentido da criança ter confiança em si própria). O mau ambiente familiar, o esforço físico e psíquico permanentes para corresponder a ideais e sonhos dos pais, são também factores principais detonadores da anorexia.
Uma novidade nada boa desta doença, é que ela tem vindo a atingir igualmente o sexo masculino, e o mais grave, tem vindo a aumentar, como podemos ver através de inúmeros casos constactados em Londres e outras cidades Inglesas. Contudo (e explico agora a razão porque esta campanhã não me chocou), não é de todo invulgar este tema, nem são raras as revistas que publicaram e ainda publicam, fotos de corpos anoréticos – no estilo: ante e depois (sendo o antes, a normalidade física, e o depois, a anoréxia). Há também programas televisivos, voltados para este tema, inserido na rubricas: saúde e bem estar ou nutrição.
Não quero de forma alguma dizer que esta é uma campanha sem força ou banal. Pelo contrário, acho que para o público alvo (vítimas de anorexia, familiares destas e candidatas a vítimas), se trata de uma campanha bastante crua, extremamente directa, precisa e a qual é praticamente imposível de passar despercebida ao olhares e subconsciente do público alvo, uma vez que não há a facilidade de fechar a revista ou até, deitá-la fora – não, esta rapariga está mesmo á frente dos olhos e mostra-se, impõem a sua presença.
Tenho pena de uma coisa, um detalhe que passa desapercebido ás consciências da maioria dos publicitários, repórteres, jornais e revistas: não vejo campanhas com esta força relativamente aos obesos, que fazem parte de outro flagelo. A obesidade é uma doença tão perigosa e galopante como a anorexia, e muitas das vezes, são exactamente as mesmas razões da anorexia que estão na base da obesidade, só que a vítima actua de outra forma perante o estímulo (melhor dizendo, o abismo). Porquê então tratamentos diferentes?
Depois de ter visto este anúncio, sinto-me realmente chocada…está situação é simplesmente vergonhosa….será que o conceito “magreza é beleza” corresponde realmente a verdade? Penso que esta foto veio comprovar o contrário…acho incrivel o facto de o mundo da moda se encontrar neste estado…e louvo cada vez mais a atitude de países como a Espanha que “condenaram” as modelos muito magras. Considero ainda que o conceito de beleza anda muito deturpado, primeiro porque todas as mulheres são bonitas independentemente do seu peso, depois porque as roupas que as modelos usam deviam ser adeptadas a modelos reais…enfim, acho que a campanha, atravês o choque consegui concretizar o seu objectivo…só tenho pena que em Portugal não hajam campanhas destas, pois o nosso pais no que toca a moda precisa cada vez mais de uma abertura de mentalidades…
[...] «PUB NO-L-ITA [...]
É uma grande campanha publicitária de Toscani porque nestes casos por vezes é necessário recorrer a situações que provoquem o choque e o medo nas pessoas para que elas vejam o quão grave é a anorexia, principalmente aquelas pessoas que sofrem deste problema.
Vivemos numa sociedade onde o conceito de beleza está imediatamente relacionado com a magreza, e por isso são muitos os jovens, não só do sexo feminino mas também do sexo masculino, que vivem com a obcessão de conseguirem o peso considerado “ideal”.
Pode-se ser magra mas sem exagerar e sem chegar ao extremo como neste caso!!
A anorexia é uma doença do foro psiquico que afecta, essencialmente, jovens do sexo feminino. O que os outros pensam da nossa aprência física, ainda hoje leva os jovens a perderem a noção da realidade. É de extrema importância a opinião do grupo que nos rodeia e para tentar agradar e obter uma silhueta “perfeita” fazem-se todo o género de dietas. “Perfeita”?! Isso já é discutivel, visto ser chocante a publicidade em questão. Extrema magreza não é perfeição…
É necessário que se recorra ao choque publicitário, uma vez que é, infelizmente, deste modo que as pessoas começam a ter consciência da verdadeira mostruosiddae que andam a fazer aos seus corpos. É lamentável ter de se expôr uma imagem tão deplorável, mas se não se recorresse ao choque não se obteriam os resultados pretendidos.
Raparigas inteligentes com corpos bonitos transformam-se em jovens com aspecto feio e assustador. É urgente abrir mentalidades e criar um novo padrão de beleza, porque este assusta.
Toscani está de parabéns, pois conseguiu, através de uma publicidade apelar para a sensibilidade e chamar a atenção para uma doença que está cada vaz mais a matar jovens por todo o mundo.
O belo segundo os cânones de beleza gregos significava “a harmonia das formas”… Digo ’significava’ porque nos dias que correm a beleza é sinónimo de muita coisa menos de ‘harmonia das formas’. O horror tomou conta da aparência de uma quantidade assustadora de jovens… o espelho é, nos dias que correm, visto como um inimigo! Tudo o que é belo está em protótipos que se ‘passeiam’ pelos canais de televisão, revistas… essas ‘fábricas de sonhos’ que acabam por se tornar o pesadelo de muita gente.
É necessário tomarem-se medidas drásticas, neste caso. O choque parece-me ser a única arma capaz de combater esta ‘epidemia’…
Parabéns a todos os envolvidos nesta campanha publicitária.
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