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Esta publicidade é provavelmente das mais ambíguas e isso foi provado pelos comentários a esta mesma publicidade. Só é possível analisar esta publicidade se tivermos em conta duas áreas: nível publicitário como criação e o nível psicologia do consumidor.
A nível publicitário, este trabalho é típico de uma boa publicidade para concurso, isso prova-se até pela sua duração (1:56), esta publicidade só no dia do seu lançamento (e mesmo assim muito dificilmente) poderia ser lançada na integra em televisão e depois ser convenientemente cortada para os tamanhos normais (de 20´ a 30´ no máximo). No entanto já será quase o tamanho ideal para uma sala de cinema, mas não podemos esquecer que esta campanha tem toda uma contextualização on-line (http://www.ffk-wilkinson.com/) que fazem da internet o meio privilegiado. Ou seja, mais do que um grande impacto em televisão ou em qualquer grande ecrã esta publicidade tem como objectivo ser um viral e ser facilmente transmitido pelo “boca a boca” tal como foi referido pela nossa comentadora Sandrinhah: “de tal forma que já mostrei a várias pessoas! o que demonstra que o principal objectivo desta publicidade foi cumprido: Captar a atenção!!”
Analisando a publicidade por si só, temos uma magnífica resolução gráfica que nos faz recordar mundos virtuais (mais uma vez alusão ao meio por excelência Internet) do famoso jogo Sims ou do Second Life. A própria ideia criativa apesar de toda a desconstrução que lhe poderemos fazer está muito bem feita e o exagero conscientemente utilizado pretende inspirar bons níveis de humor e de ego masculino.
Ou seja, em termos de criatividade e construção publicitária, este anúncio é de facto bom, mas há toda uma conjuntura da psicologia consumidor que o pode por em causa. Primeiro temos que definir quem o alvo da campanha e neste ponto concordamos que são os homens. Temos um produto quase que exclusivamente consumido por homens mas não podemos esquecer o acto de compra e aí em 30% dos casos está presente a mulher que assegura a compra dos produtos básicos consumíveis em casa.
Neste anuncio, infelizmente, não foi tido em conta a reacção da mulher, principalmente da mulher que é mãe e para a qual usar uma criança num acto similar a acções de kung fu retirado directamente de um filme como o Matrix, pode ser visto como um acto de pura violência gratuita. “Como mãe, não consigo tolerar a “leveza” com que se brinca com coisas que para mim são muito sérias” tal como nos referiu Inês Aroso.
Caricaturar o complexo de Édipo, foi talvez um risco demasiado grande, que de facto ao alvo número um, o homem, é atingido com sucesso “Estão em jogo beijos e quando isso acontece todas as armas são poucas…” João Simão. Mas mesmo para alguns homens este exagero torna-se em símbolo de ridículo “pode causar repulsa se não se analisarem bem os papéis e os valores sociais em que o anúncio se insere” tal como referido pelo comentador Tiago Mendes.
De facto este anúncio deixa-nos com a sensação de um “amargo-doce” que pode ser resumido pelo comentário de Cidáliasm: “Não posso esconder que este vídeo gerou em mim sentimentos de ambiguidade, se por um lado achei que estava bem pensado, que prima pela originalidade e que consegue aquilo que se espera de uma boa publicidade, que é captar a atenção do espectador, mas não posso deixar de concordar com a colega Inês no que se refere a violência e rivalidade entre um pai e um filho…”
Realço ainda outras publicidades desta mesma semana:

Anunciante: Gabriela
Campanha: Violência Doméstica
Agência de Publicidade: DM9JaymeSyfu, Filipinas



Anunciante: Amnistia Internacional
Campanha: Façam Barulho!
Agência de Publicidade: DDB, Hungria






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