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Esta sexta-feira sai para as bancas o último número do jornal Tal & Qual. Os jornalistas da publicação apenas foram avisados hoje, há algumas horas no dia do fecho do jornal. Até ao momento não existem respostas quanto ao futuro.
A administração do Tal & Qual apenas falará com os jornalistas sexta-feira pois segundo uma fonte próxima “está prevista uma reunião com a redacção que não aconteceu hoje por ser dia de fecho de edição”. A justificação para o fecho prende-se “com o Tal & Qual não dar lucro, sendo uma ameaça já antiga”. Em declarações à lusa Emídio Fernandes adiantou que “a administração apenas referiu razões de mercado” para a decisão, comunicada ao director na quarta-feira.
Para os jornalistas do quadro existe a promessa de “não ficarem desamparados” no entanto ainda não há mais informações. A revolta na redacção é natural devido ao “desrespeito pelos jornalistas” por apenas terem sido avisados no dia em que o jornal fecha portas.
ACOMPANHAREMOS OS DESENVOLVIMENTOS
INFORMAÇÃO VIA LUSA:
A agência Lusa tentou contactar a administração do grupo que detém o Tal & Qual, a Controlinveste, mas até agora não foi possível falar com nenhum dos responsáveis.
Dirigido desde o início deste ano por Emídio Fernando (que transitou da TSF), o Tal & Qual, apostou em Janeiro numa reformulação editorial e gráfica destinada, como explicou em Maio à Lusa o director, a inverter a imagem do semanário e a conquistar novos leitores.
“Estamos a tentar que o Tal & Qual seja um jornal, antes de mais, credível e respeitado. Nos últimos tempos, colou-se uma imagem ao T&Q que hoje se pretende desfazer”, afirmou na altura Emídio Fernando.
No início deste ano, o jornal assumiu também um formato tablóide e subiu o preço de capa para 1,10 euros, tendo arrancado em simultâneo com algumas transformações do aspecto gráfico.
“A transformação definitiva [do grafismo] ocorrerá em Julho, logo a seguir ao aniversário do jornal. E nessa altura faremos um rearranjo ao logótipo”, adiantou então Emídio Fernando.“Não estabeleço metas, mas obviamente que pretendo entrar nesse duríssimo campeonato de subir nas audiências e nas vendas”, referia o jornalista.
O jornal sofreu nos últimos anos quebras significativas nas vendas.
Em 2004, o semanário contava com uma circulação média paga (vendas em banca e assinaturas) de 21.668 mil exemplares, valor que baixou em 2005 para as 16.059 mil unidades, segundo dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT).
Em 2006 fechou com vendas médias superiores a 13 mil exemplares, sendo que actualmente se encontra “entre os 9 e os 10 mil exemplares”, avançou o director.
Fundado em Julho de 1980 pelo jornalista Joaquim Letria, o jornal conta actualmente com uma equipa de 8 elementos, além de colaboradores externos.
A administração do grupo Controlinveste, que detém o semanário Tal & Qual, explicou hoje a decisão de encerrar aquele jornal com a perda de leitores e mercado e uma reformulação das principais publicações da empresa.
“O semanário Tal & Qual tem vindo nos últimos anos a perder leitores e mercado, em especial para os diários que ocuparam idêntico espaço editorial, factor que inviabilizou a imprescindível auto-sustentação económica e financeira do título”, refere a Controlinveste em comunicado hoje divulgado.
Segundo dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT), o semanário contava, em 2004, com uma circulação média paga (vendas em banca e assinaturas) de 21.668 mil exemplares, valor que baixou em 2005 para as 16.059 mil unidades.
O jornal fechou 2006 com vendas médias superiores a 13 mil exemplares, sendo que actualmente se encontra “entre os 9 e os 10 mil exemplares”, como avançou à Lusa o director.
Segundo acrescenta o grupo no mesmo comunicado, a decisão de publicar sexta-feira a última edição do Tal & Qual foi “assumida no âmbito de uma reestruturação do portfolio de títulos da Controlinveste”.
Reestruturação que foi “iniciada com a reformulação das principais publicações do grupo, a que se juntou o sucesso do recente lançamento do diário Global Notícias” e que irá continuar nos próximos meses com “novas iniciativas editoriais”.






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Se uma administração toma este tipo de medidas sem respeitar todos os intervenientes, algo está mal! E ao prestarem declarações a desculparem-se dos lucros fracos, algo devia ser posto em prática para rentabilizar o jornal, em vez de uma medida radical como o fecho do jornal!
Espero por desenvolvimentos do caso…
Se há coisa de que NÃO precisamos é de mais jornalistas no desemprego…
Se é garantido aos “quadros” do tablóide que “não serão desamparados”, já os pobres dos restantes colaboradores, certamente mais alguns no mar de trabalhadores a “recibos verdes” integrarão as fileiras dos (muitos) jornalistas desempregados. (E nem sequer com direito ao subsidio de desemprego…)
É ultrajante a forma como se desrespeitam os colaboradores de um jornal. Uma empresa deve ter todo o direito em fechar portas, quando não é lucrativa. Mas os seus colaboradores deveriam ter todo o direito de ser avisados atempadamente.
Como eu amo este país… (*+\«0=&%$#:-~^`)
[...] 27th, 2007 by n O «Tal & Qual» vai fechar
… depois de terem falado do DC, numa das últimas edições, sentiram que nada [...]
É sempre com muita tristeza que recebo a notícia do encerramento de um jornal. A tal ponto que se torna difícil comentar a notícia. Fui jornalista alguns anos e apesar de agora não exercer, ainda me sinto parte da família dos jornalistas. Aliás, ajudo a formar futuros jornalistas. É, então, com grande apreensão que reajo à morte de mais um projecto e ao consequente desemprego de dezenas de profissionais de jornalismo.
É muito triste e desmotivante ver mais um órgão de comunicação do nosso país a fechar e consequentemente mais um “punhado” de jornalistas no desemprego. Pensar que nos esforçamos ao máximo para tirarmos o curso, por vezes com muitas dificuldades e que podemos acabar como estes jornalistas. E como se não bastasse, apenas são informados no dia do fecho do jornal. Acredito que a administração não tenha a totalidade da culpa, visto que, o jornal não obtinha lucros mas deveria ter procedido de forma diferente para com os jornalistas.
É sempre desagradável saber que mais uma jornal vai fechar e que como consequência vai deixar jornalistas no desemprego. Sem dúvida que há uma crise no jornalismo impresso em Portugal e temo que esta situação se agrave ainda mais. E não podemos deixar de pensar nos estudantes a futuros jornalistas que irão sofrer também na pele esta crise.
È uma pena!
concordo com todos os comentários a esta notícia e reforço que acho uma tremenda falta de respeito para com os jornalistas o facto de só serem avisados à última hora! É muito triste este tipo de comportamento para com quem certamente dava “o litro” todos os dias!
Foi com total surpresa que recebi a noticia do fecho de um jornal, foi com total surpresa que verifiquei que ninguém avisou os jornalistas que nele trabalhavam que iriam fechar portas senão até ao ultimo momento, foi com total desagrado que verifico que “ene” pessoas, e ainda mais pessoas ligadas ao ramo para o qual estudo, vão para o desemprego, é com profundo pesar que vejo que ninguém se pergunta como isto é possível nos dias de hoje, como é possível que se despeçam pessoas sem as avisar com antecedência, não pode ser assim… Se quando estudamos, se quando trabalhamos, se sempre que fazemos algo nos é exigida total seriedade, profissionalismo e ética, como é possível ainda hoje, tais atitudes de desprezo e falta de respeito para com uma classe de trabalhadores, seja ela qual for, desde operários fabris, a “meros” jornalistas?!?!?!
Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é PORTUGAL.
mas o que é isto? Então é assim que tratam os jornalistas? Põem-los na “rua” sem aviso prévio? É assim que funciona as pessoas do nosso país ainda para mais na redacção de um jornal? já todo a gente sabe que a profissão dos jornalistas está em “crise”e mesmo assim não fazem nada para a combater. A questão encerraram o jornal no mesmo dia em que deram a notícia ao funcionários; não se faz… é uma falta de respeito para com os jornalistas.
É com alguma tristesa que vejo que um jornal com mais de 25 anos fecha. As sucessivas remodelações não foram capazes de estabilizar a sua posição no ranking de vendas. Desde 2004
Mais um jornal a fechar e, nós, alunos de Ciências da Comunicação quase licenciados, só vemos desemprego à frente. Uma situação na qual não quero passar mais tarde…estudamos para mais tarde conseguirmos um emprego. É esse o nosso objectivo quando entramos na faculdade.
Que futuro temos nós assim? Começa a encerrar um jornal e, consequentemente, mais um e mais um.
Que expectativas iremos ter a passar-se uma situação destas nos dias de hoje? O jornalismo está a entrar numa crise que pode não parar…
É triste um jornal de muitos anos chegar a este ponto de colapso. E, para nós futuros jornalistas esperemos que um dia não passemos pelo mesmo.
Outro assunto no qual não concordo foi a maneira como os jornalistas foram tratados, sendo avisados no último dia…como é possível o responsável pelo jornal desrespeitar o trabalho destes jornalistas…
Há que fazer algo para que não aconteça isto outra vez.
E, que os jornalistas que ficaram no desemprego tenham agora mais sorte.
Hoje em dia, a imprensa escrita tem sofrido uma grande crise financeira. A televisão e a Internet têm assumido cada vez mais importância na vida quotidiana, e por isso, os jornais tenham perdido mais leitores nos últimos anos.
É com muita tristeza que vejo um jornal de muitos anos a encerrar devido a falta de lucro. O jornal já não atingia altos picos de exemplares, sofrido quebras significativas desde 2004. As remodelações gráficas também não foram suficientes para continuar com a circulação do jornal.
Outro facto revoltante prende-se no facto dos jornalistas só terem sido avisados no último dia. Na minha opinião, foi um desrespeito pelos jornalistas por parte da direcção do jornal, uma vez que foram surpreendidos pelo encerramento do jornal. E agora o que vai ser destes profissionais? Há sempre a promessa de que não vão ficar “desamparados”, no entanto, a verdade não é essa…
E qual será o futuro dos jornalistas que estão a estudar? Só lhes resta mostrar o seu potencial, pois nos dias de hoje, o mercado está muito competitivo, não oferendo as mesmas oportunidades a todos…
É sempre com enorme tristeza e preocupação que nos deparamos com tais notícias, especialmente os estudantes da área da comunicação.
Sabendo neste momento o quanto é difícil arranjar trabalho nesta área, o longo caminho que temos de percorrer e, depois de um dia para o outro, vermos que mais umas dezenas de jornalistas ficam sem trabalho, é frustrante e desencorajador.
Pergunta-se: qual a razão para tal fecho? Porque chegou esta situação a este ponto?
É de lamentar a atitude dos administradores por terem ocultado toda esta situação aos seus trabalhadores. Demonstraram uma enorme incompetência e desrespeito para com eles, que se esforçam todos os dias para serem melhores no que fazem, para serem bons profissionais. E agora? Qual será o futuro destas pessoas? DESEMPREGO (parece que se está a tornar moda)!!!!!