
Um conceito que tem sido abordado e estudado sobre os novos media passa pelo jornalismo hiperlocal. Ou seja um jornalismo de grande proximidade. Uma forma interessante que vi de aplicação desse jornalismo tratava-se de uma agregação de conteúdos tendo como critério o local onde de onde era referenciadas as noticias. No entanto acredito que num futuro bem próximo iremos muito mais além que isso. Muito serviços da Web 2.0 oferecem actualmente a capacidade de indicar o local georreferenciado da recolha daquela informação, sejam fotos ou vídeos. Por exemplo o Google Earth trás já consigo uma mascara que permite ver fotos de locais assinalados. Este será o caminho que o jornalismo na Web irá tomar.
Muito para além dos elementos multimédia o jornalismo necessita e procura uma maior referenciação de proximidade. O aumento do número de aparelhos com conexão GPS e a cada vez maior utilização desta tecnologia aponta o caminho.
Se um aparelho de GPS me indica com o seu software várias informações úteis poderá também passar a indicar as noticias desse local. Assim o hiperlocal e a proximidade ganham um novo exponencial. Não poderemos falar de um jornalismo vocacionado exclusivamente para a georreferenciação, esta passará a ser mais um elemento a juntar a todos os elementos multimédia que a devem acompanhar.
São muitas as possibilidades de aplicação e de consulta desta informação. Comecemos pelas possibilidades temáticas. Transito, informações actualizadas de transito, de acidentes, de obras, das condições climatéricas serão uma mais-valia bem acolhida por todos aqueles que se guiam por dispositivos GPS. Notícias sobre eventos e actividades daquelas coordenadas especificas são também uma grande mais-valia. Todo o tipo de informações turísticas e culturais ganham informação sendo divulgadas por posição geográfica. No geral todas as noticias conseguem sair valorizadas com a sua marca GPS.
Até agora vimos como uma notícia pode ser valorizada tematicamente, especialmente se estivermos a aceder a ele via dispositivo portátil com conexão GPS. Mas as notícias podem e devem ser acedidas sobre outras aplicações e plataformas. Navegar pelas notícias de uma região de um pais ou do mundo via Google Earth será uma experiência que ganha a vantagem do conhecimento específico do local onde o facto ocorreu. Bem como as mesmas noticias sendo acedidas num site do jornal vêm nas indicações geográfica um acréscimo de informação.
Este tipo de informação ainda não é aplicado mas a tecnologia já existe e nada disto é impossível ou está a vários anos de distancia. Vários dispositivos com conexões GPS e WI-FI possuem já o software e as características necessárias para este tipo de informação ser acrescida no verdadeiro webjornalismo que começa a sair das fronteiras da Web e a necessitar de um novo nome.






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Muito interessante o artigo. Como pesquisador estou elaborando uma tese de doutorado sobre o assunto no Brasil na Universidade Federal da Bahia. Estou mapeando estas experiências pelo mundo. Gostei muito do artigo que está na mesma perspectiva de minhas pesquisas.
Abraços João Simão
P.S: Se alguém quiser conhecer mais um pouco sobre minhas perspectivas de trabalho do tema acessem o blog http://jornalismomovel.blogspot.com/
A mim parece-me um conceito com muito futuro. E talvez um futuro pouco distante.
Creio que não esteja tão distante assim. Aliás, já está acontecendo.
Acho que este tipo de tecnologia é muito favorável e eficaz.
[...] lá conteúdos. Os conteúdos têm de ser produzidos a pensar nessa plataforma. E também já aqui o dissemos que a web está a deixar os computadores e a instalar-nos mais variados tipos de [...]