ERC delibera sobre pressões governamentais junto de órgãos de comunicação
A Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) considerou que a intervenção do gabinete e do próprio primeiro-ministro, José Sócrates, junto do Público durante a fase de investigação jornalística em torno da sua licenciatura, poderá ter produzido um “efeito inibidor para a actividade informativa”, embora considere que os depoimentos recolhidos “não permitem a formulação de um juízo claro” sobre a natureza dos contactos efectuados.A deliberação ontem divulgada foi aprovada pelo Conselho Regulador daquela entidade e diz respeito às averiguações levadas a cabo no seguimento da publicação de um artigo no Expresso intitulado “Impulso irresistível de controlar”, que dava conta de alegadas pressões por parte do Governo junto de alguns órgãos de comunicação.
FONTE: Meios & Publicidade
Em Abril dois eram os grandes temas da agenda mediática portuguesa, a questão ainda hoje por clarificar e convencer do diploma de José Sócrates, Primeiro-Ministro, e as pressões que o seu gabinete estava a fazer junto dos órgãos de comunicação social para “abafar” o caso. Quatro meses depois chega a deliberação da ERC que acaba por não ser conclusiva deixando a recomendação para a criação de medidas éticas ou de um código de boas práticas para clarificar as relações entre os assessores governamentais e a comunicação social.
No entanto um dos conselheiros, Luís Gonçalves da Silva, discorda da deliberação da ERC:
Luís Gonçalves da Silva não partilha da mesma opinião dos restantes membros do Conselho Regulador, proferindo uma declaração de voto onde afirma “existirem elementos probatórios no processo que revelam a prática por parte do gabinete do primeiro-ministro de actos condicionadores do exercício da actividade jornalística, relativamente ao jornal Público e Rádio Renascença”.
FONTE: Meios & Publicidade
É algo que nos deixa pensar, aquando da extinção da AACS e a criação da ERC muitas foram as vozes que falavam na falta de isenção da ERC face ao governo pois os conselheiros seriam nomeados pela AR. Teriam estas vozes razão? Esta discordância dentro da ERC não é boa para por um termino a toda esta polémica da pressão do governo junto dos jornalistas…






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