O blog Diário de um Quiosque faz uma proposta cheia de humor mas que revela uma realidade sobre a qual vale pena pensar um pouco. A campanha deste blog pretende fazer deslocar uma mulher nua até ao quiosque de jornais e lá equipa-la para passar um dia na praia. Do material para esse dia constam:
O bikini às riscas verdes da Cosmopolitan, os chinelos laranja da Mulher Moderna, a saia curta e o top justo da TV Mais, e o chapéu arrojado da Activa, para compor a parceira despida.
A toalha de praia – design exclusivo – da Caras, o chapéu de sol rosa às bolinhas brancas e a mala térmica vermelha da Lux, a carteira em pele genuína de um crocodilo também ele genuíno da Vogue, a saca de palha da Máxima e o rádio a pilhas de imitação gratuita de ipod da Elle, tudo isto para provocar uma hérnia discal à parceira.
O balde do Sporting, as braçadeiras do Porto e o papagaio do Benfica (não, não estou a falar do Luis Filipe Vieira), para as brincadeiras na areia da parceira.
O jogo da Visão, o livro do Diário de Notícias, o guia gastronómico da Sábado e o suplemento Casa do 24 Horas, para a hora do bronze da parceira.
Ora brincadeiras à parte assistimos aqui a uma sátira aos brindes dos jornais e revistas que se reforçam na época de Verão. O jornal SOL ainda ostenta o slogam “UM JORNAL QUE VALE POR SI” na altura uma clara alusão aos DVD’s de oferta do Expresso, no entanto o próprio SOL já distribuiu brindes com o jornal.
Isto levanta a questão: Não valem os jornais por si?






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A questão dos brindes associados a jornais, newsmagazines e outras revistas é uma questão que merece, da facto, a nossa atenção. A questão colocada pelo João Simão é pertinente: será que os jornais não valem por si? No minha opinião, valerão por si, mas o brinde é como uma espécie de mais-valia que acelera, direcciona e em casos extremos decide a acção de compra. Por exemplo: existirão pessoas que se estiverem indecisas entre uma ou outra publicação, optarão por aquela com o brinde “mais atraente”. Por outro lado, se o brinde for “muito atraente” pode fazer optar por uma publicação que, de outra forma, a pessoa nunca compraria. O que me deixa curiosa é pensar o tempo que os media gastarão a pensar em qual será o melhor brinde, de acordo com os objectivos da promoção, com o público-alvo que pretendem atingir, etc. Esta é uma verdadeira questão de marketing aplicada ao jornalismo.
Concordo inteiramente com o que diz a Inês! Há cerca de 2 anos atrás este mesmo tema tinha sido discutido pela minha turma de 11ºano na disciplina de Ciências da Comunicação e chegamos a estas mesmas conclusões!
Penso até que será um bom tema para voltar a discutir!